A Lenda das Sete Cidades: O Trágico Amor da Lagoa Azul e Verde
No coração místico da deslumbrante Ilha de São Miguel, nos Açores, existe uma caldeira vulcânica colossal que guarda um dos postais mais famosos e fotografados do mundo. Falamos de duas lagoas gémeas — uma de um verde profundo e outra de um azul celestial — que se tocam suavemente, mas cujas águas nunca se misturam.
A geologia oferece-nos uma explicação científica aborrecida para este fenómeno. A lenda, por outro lado, oferece-nos uma história de partir o coração.
O Reino das Sete Cidades e a Princesa Antília
Sussurra-se entre o povo micaelense que, muito antes de os navegadores portugueses descobrirem o arquipélago, existia ali um reino próspero e grandioso, conhecido como o reino das Sete Cidades.
Este reino era governado com mão de ferro por um Rei severo, pai de uma princesa de beleza absolutamente incomparável chamada Antília. A jovem princesa era o orgulho do reino, e os seus olhos brilhavam com a cor exata do céu mais límpido.
Fugindo da solidão das altas muralhas do castelo e da rigidez da corte, Antília adorava vaguear livremente pelos campos verdejantes e vales da ilha.
O Encontro com o Pastor de Olhos Verdes
Foi numa dessas fugas pelo campo que o destino interveio. A princesa conheceu um jovem pastor, cujos olhos eram de um verde tão intenso como os prados que os rodeavam. O rapaz tocava uma flauta com uma melodia tão doce que encantava até os pássaros da floresta.
O amor entre eles nasceu instantaneamente no momento em que os seus olhares se cruzaram. Era um amor puro e verdadeiro, mas irremediavelmente proibido pelas pesadas barreiras do estatuto social.
A Fúria do Rei e o Vale Inundado de Lágrimas
Como era de esperar, os segredos não duram para sempre. Quando o Rei descobriu o romance clandestino da filha, a sua fúria foi implacável. Sem qualquer piedade, proibiu a princesa Antília de voltar a ver o humilde pastor.
Desesperados e com o coração desfeito, os dois amantes conseguiram planear um último encontro furtivo. Encontraram-se no exato local onde se tinham apaixonado, apenas para se despedirem para sempre. A sua tristeza era tão profunda, e a dor da separação tão insuportável, que abraçaram-se e choraram copiosamente durante horas a fio.
Diz a lenda que as suas lágrimas foram tantas que inundaram todo o vale.
As lágrimas que caíram dos olhos azuis da princesa formaram a Lagoa Azul.
As lágrimas que verteram dos tristes olhos verdes do pastor formaram a Lagoa Verde.
Hoje, as duas lagoas permanecem unidas, lado a lado em perfeita harmonia, como os amantes que foram separados em vida, mas que a própria terra se recusou a separar na eternidade.
Já teve a oportunidade de visitar a Lagoa das Sete Cidades em São Miguel? Qual das duas lagoas acha mais fascinante? Deixe o seu comentário e partilhe esta lenda com os apaixonados pelos Açores!
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